Imprensa/Shows - FPS Produções - Fillipe P. Sibioni

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Entrevistas

Rádio Baruk - Vozes no Palco

Regional News

Entrevista concedida a Nelson Souza Lima, Regional News.

 

  1. Fale um pouco sobre sua carreira

Eu comecei a compor aos 12 anos, sem querer, mas minha família não concordava que eu trabalhasse antes de ser adulta. Acabei fazendo faculdade de Economia, e tendo bandas desde os 15 anos paralelamente, sempre compondo muito, até que chegou uma hora que precisei escolher, e a música falou mais alto. Eu participei de várias bandas como Sunflowers e Main Stream, nós nos apresentávamos em casas em São Paulo, e chegamos a nos apresentar na Casa da Ópera de Ouro Preto (o teatro mais antigo da América Latina) em 2011. A minha última banda acabou em 2012, e em 2013 eu iniciei a minha carreira solo, lancei meus primeiros videoclipes You Know What I Mean (sobre o meu cachorro Dyllan) e Jogos Perigosos (sobre os protestos de 2013). Em dezembro lancei meu primeiro single, Hope You Agree, que tinha como tema o natal. Foi um tiro no escuro, queria ver se o público curtia. Comecei a ter público, e as minhas redes sociais começaram a ter muito mais gente do que antes, tanto do Brasil quanto do exterior. Nós fizemos a primeira série de shows em estúdios de São Paulo, que eu denominei Studio Sessions, e basicamente tinha os meus amigos, família, e fãs do facebook. Isso foi importante para definir repertório, criar uma imagem, ver o que funcionava e o que não. Ainda em 2013 veio o Festival de Compositores da Ordem dos Músicos do Brasil, em que eu fui selecionada para participar de uma coletânea.

Em 2014, eu voltei a tocar em barzinhos, desta vez sozinha, eu e o meu teclado. Também tive algumas conquistas importantes, toquei em uma Fábrica de Cultura, em um Music Bar que eu gostava bastante o The Orleans, e tive a honra de ser convidada pela Prefeitura de São Paulo, a minha cidade, a fazer um show de natal no Parque Mario Covas, foi muito gratificante e uma experiência inesquecível.

Em 2015, eu realizei um grande sonho, o de tocar na Sala Guiomar Novaes no complexo da FUNARTE (Fundação Nacional das Artes), e eu convidei a minha amiga Cynthia Silveira para fazer um pocket show de abertura, foi uma grande noite. Em outubro eu voltei à Ordem dos Músicos, desta vez em show solo, uma nova etapa.

Em parte graças ao fato de que uma parte de minhas composições é em inglês, no ano de 2016 veio a primeira turnê nos EUA.

 

2. Como é seu processo de composição?

Como eu mencionei, tenho composições em inglês, que são a maioria, além de português, claro, e algumas em outras línguas como francês e alemão. Como eu sempre digo, elas são músicas brasileiras, pois eu sou brasileira. A composição delas, seja qual for a língua, possuem o mesmo método. No caso, métodos, pois existem várias formas de compor, e eu combino muitas delas.

As vezes vem uma música na minha cabeça, como se fosse uma rádio tocando, e eu anoto a letra, e gravo a melodia, se eu prestar atenção, dá para delinear o arranjo também. Outra forma, é fazer um poema e depois começar a cantá-lo, e ir fazendo a melodia, às vezes eu simplesmente começo a cantar no gravador do celular ou do computador, ou num gravador portátil, o que tiver à mão, e já vem a letra e a melodia. Já escrevi muita letra em papeizinhos na bolsa, depende muito. Depois de um tempo, às vezes eu começo pelo arranjo, e começo a cantar a letra já na melodia, tudo junto.

Pra te contar isso melhor, vou te falar como como eu compus a minha primeira música. Eu fui tomar banho e tinha uma música na minha cabeça, em inglês, só que eu não sabia o resto dela, só tinha o começo, então eu saí perguntando pra todo mundo que eu conhecia, como continuava, e ninguém sabia, depois de 12hs, a minha irmã Marcela me falou: eu acho que você está compondo, e em três dias nós duas fizemos essa música. Eu achei tão incrível, que continuei compondo quase todos os dias, durante pelo menos 2 anos. Hoje eu tenho mais de 1300 músicas, e espero que durante a minha vida eu consiga lançar todas! Claro que ainda preciso considerar as que eu ainda vou compor, porque ainda componho bastante, rs.

Também gosto de fazer parcerias, tenho várias com a minha irmã Marcela, e mais recentemente compus uma canção com um amigo que é poeta na Noruega.

Às vezes a composição vem de um momento específico, quando o meu cachorro Dyllan foi assassinado, a minha forma de lidar foi compor uma canção para ele, em que eu pergunto como aquilo aconteceu. Algumas coisas são duras demais, e arte suaviza as linhas mais fortes.

 

3. Recentemente você esteve numa turnê nos EUA. Como foi?

Foi inesquecível! Eu realizei tantos sonhos de uma única vez, que eu tenho que agradecer a Deus todo santo dia. Depois de quase dois anos produzindo o meu primeiro EP, fui convidada a fazer uma turnê na Costa Leste dos Estados Unidos, era uma grande oportunidade e eu aceitei, mas era um grande desafio, ir para outro país planejar toda a logística das viagens dentro dos Estados Unidos, chegar no horário, fazer tudo funcionar, entregar todos os shows, etc. Eu consegui, com a ajuda do meu produtor Fillipe Sibioni, e a minha carreira tomou uma nova dimensão, o meu processo de interpretação saiu fortalecido renovado, e em um novo patamar. Eu chamei amigos artistas para abrirem os meus shows nos Estados Unidos, e mais uma vez chamei a Cynthia, e ela topou, assim eu toquei em várias casas de Nova York, e também fiz apresentações em Washington DC e em New Jersey, de volta a Nova York, eu realizei um dos meus maiores sonhos o de tocar na Broadway! Eu me apresentei no Bar Thalia que faz parte do complexo de Teatros Symphony Space. Foi realmente incrível, foi o último show da turnê, e foi perfeito.

 

 

 

4. E o CD? como foi a produção e arranjos. Todo o processo de criação?

Estou no processo de criação deste álbum desde 2013, primeiro fizemos o single que tinha Hope You Agree e You Know What I Mean, e agora estamos lançando o EP, que tem as músicas nas quais eu trabalhei mais e de maneira mais dedicada. São 5 canções:

Danger, Ballad, Dyllan, Jogos Perigosos, e uma regravação de You Know What I Mean, mais acústica.

São canções de épocas diferentes na minha vida, mas que tinham que se encontrar neste projeto, elas tem uma aura de perigo, e mistério, mas são grandes reflexões sobre relacionamentos, amor, amizade, poder.

Além da escolha das músicas, vem a parte mais difícil, fazer o som que está na minha cabeça aparecer no mundo físico. Eu escrevi todos os arranjos, fiz as linhas de piano, teclado, efeitos, baixo e voz. E contei com uma turma de amigos para chegar nesse resultado que vocês ouvem. O Fillipe, além de fazer a produção, também fez a masterização e ajudou na linha de bateria de Danger junto com o Daniel Bento, um grande amigo que também fez a guitarra dessa música, também teve a querida Gabriela Gaspar que fez várias linhas de guitarra do EP, e também está gravando o álbum com a gente, o Alex Marques e o Henrique Polak nas baterias, cada um com seu estilo, e todos fazendo trabalhos incríveis. Eles ouviam a composição com a voz guia e o arranjo de piano e baixo, e no caso de Danger já com muitos efeitos, e a gente sentava e ouvia junto, tentando captar aquela vibração, daí eles começavam a tocar, e eu dava algumas opiniões, mais estilo Doors, imagina o Sherlock Holmes, coisas assim, e a sinergia era tão forte, que eles sabiam o que eu queria dizer, e o disco ficou do jeito que eu queria, e até melhor em alguns aspectos, eu sou muito grata aos meus amigos por isso.

 

5 - Como você analisa a atual música brasileira?

Eu me identifico com a Nova MPB, tem tantos compositores e compositoras! É muito importante para nossa cultura. Tem uma galera fazendo show fora, e cantando em outros idiomas como o inglês e o francês, mescladas a canções em português, é uma forma válida de divulgar a nossa música, e explicar a nossa cultura para o exterior. Também acho válido o que tem surgido no campo, o Sertanejo tem se reinventado, e mesmo em sua vertente mais pop tem surgido muita coisa boa, canções que vêm para ficar. O Funk tem boas intérpretes, e alguns letristas incríveis, assim como o Rap contemporâneo. O Pop Rock precisa de mais espaço, algumas das minhas bandas favoritas estão nesse gênero, e estão lançando material novo, mas faltam novas bandas. Eu acredito que 90% do êxito da música sertaneja esteja na união dos artistas, eles pensam no gênero como um setor e isso funciona muito bem. É o que eu tento fazer, chamo outros artistas para se apresentarem comigo, alguém tem que dar uma oportunidade, dentro do que eu tenho a oferecer, eu faço o melhor que posso, e acho que esse é o espírito.

Acredito que hoje o mercado de música está mais atomizado, ou seja muitos artistas, e poucos em destaque, em termos financeiros talvez não faça tanta diferença, já que todo mundo se apresenta, todo mundo ganha, mas falta uma curadoria, tem muita coisa de qualidade, mas também coisas que não denotam nenhum talento, mas que recebem um investimento, e vão com o fluxo.

É neste contexto que eu estou organizando um festival de música independente para 2017, tem muita coisa boa surgindo, e as pessoas precisam ver, para formar uma opinião a respeito.

 

6 - Por que o nome do CD é For Export. Pretende explorar o mercado internacional?

Sim, na verdade este EP teve um pré-lançamento durante a turnê nos EUA, para ajudar com as despesas, mas só agora vai chegar ao público brasileiro, e estará disponível em lojas físicas e virtuais.

A exportação foi natural, já que algumas das músicas que lancei eram em inglês, a música brasileira tem qualidade e assim como tantos produtos nacionais de qualidade, também pode ser exportada. É o que eu chamo de MPB Tipo Exportação => For Export.

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